01 outubro 2011
29 setembro 2011
Pensamentos...de Outro Outono
...somada a tantas outras.
Esta vida é feita de 90% de espera e 10% de Ser.]
[Nesta permanente inquietação, encharco-me de ansiedade.
[Consegue haver mais intimidade no meio da multidão do que na quietude de quatro paredes.]
[Sem intimidade, perdi o meu lugar de actriz.
Agora sento-me na plateia, vendo e ouvindo...
E só à hora marcada...]
[Se percebêssemos, no início, a inutilidade da nossa vida, pediríamos para adormecer logo no começo e só acordarmos para assistir ao desfecho final.]
[Por norma acredito no que (te) ouço.
Mas quantas vezes os actos me fazem duvidar...]
[Toda a soberba segurança que em tempos já exibi se foi.
Ficou este desiquilíbrio que dificilmente me permite dar três passos seguidos em cima da corda bamba que sinto debaixo dos pés.]
[Agora só. Em forma e em número.
Passeio a minha carcaça por este espaço vazio.
Que resta?...]
[Quantas vezes somos nós que secamos a fonte que repetidamente nos matou a sede!
Que ingratidão!...]
27 setembro 2011

Uma difusa faixa de um feio tom terroso atrapalha a limpidez da linha onde céu e mar se juntam mostrando-nos que nada tem um limite definido e tudo se pode prolongar para além do espaço e do tempo.
A ausência de contornos e o tom pardacento assemelham-na ao meu próprio horizonte onde a ausência de uma luminosidade clara transmite uma presença sem rumo.
Ao mar me entrego e nele me esvazio, pedindo-lhe que arraste nas ondas as mágoas, as angústias... pedindo-lhe que deixe mais leve o meu coração...
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